segunda-feira, 1 de junho de 2009

Meninos e meninas - O início

Já não me lembro de quando fiz essa descoberta.

Recordo-me vagamente do desapontamento de não ter encontrado o que procurava mas de me ter resignado a que aquela coisa estranha, talvez um defeito, tivesse de acompanhar-me para sempre.

Agradável era o que, ligeiramente mais tarde, vim a descobrir noutras pessoas. Cedo me atraiu a beleza encoberta do feminino, escondida nos pequenos corpos sexualmente indiferenciados, como o meu também seria na altura. Terei chegado a ter inveja do que lhes via? Julgo até que sim, já que o que encontrava em mim nada tinha de belo e desejável.

Fui despertando lentamente para o facto de o meu "defeito" poder ser uma vantagem, aquele símbolo de diferenciação tinha afinal uma força que não podia imaginar, patente na sociedade daquele tempo. Comecei a compreender os elogios que amigos do meu pai lhe teciam por ter sido bafejado com um filho varão, as palavras jocosas que me anteviam como um elemento futuro do clã, começou a agradar-me a forma inequívoca como as senhoras me acarinhavam. Ouvi atribuírem-me responsabilidades na defesa da Pátria Mãe.

Com uma infância marcada pela bronquite asmática até aos oito ou nove anos e pelo uso do pouco harmonioso calçado ortopédico, que atirava para um canto da rua sempre que podia, não o usei suficientemente pouco para que não conseguisse suplantar o esforço com que tive de acompanhar as parcerias brutas dos meninos do meu tempo, e entrei na adolescência com as mesmas capacidades físicas dos meus "defeituosos" congéneres.

Mais difíceis de suplantar terão sido outras incapacidades que me marginalizavam do grupo dos mais machos, nem sempre por motivos óbvios. Com uma altura generosa para a idade, embora fosse durante muitos anos o mais novo das turmas, era dos primeiros a ser escolhidos para o primeiro jogo de futebol da primeira aula de ginástica de cada ano lectivo. O primeiro... e para mim o último, que dali em diante prefeririam jogar com um a menos do que voltar a convidar-me, até ao ano seguinte. Mas nunca desisti; não era físicamente hábil, teria outras virtudes...

Foi na luta e confronto destes detalhes que batalhei para me incluir sempre no grupo desses "defeituosos". Aqueles que como eu tinham tido o azar de ter nascido com aquele bocadinho de chocolate a mais. Aqueles a quem por ignota causa se mandava que, por definição, não chorassem.

Às meninas, perfeitas aos meus olhos, reservei sempre a maior admiração, pelo ar frágil, a voz doce, as linhas delicadas, a presença harmoniosa. Claro que havia uns estafermos... Essas para mim não me mereceram nunca qualquer desrespeito, entendia que teriam "defeito", como eu, e como tal teriam de batalhar as suas próprias batalhas, até por isso me mereceram o maior respeito também, embora as considerasse de outro clube. Sentia no coração todos os "caixa de óculos", cada "pescoço de girafa", os "cara de lua-cheia", que lhes eram dirigidos pelos meus pares, com muita tristeza. Nas raríssimas vezes que os acompanhei, que foram mesmo muito poucas, foi mais em tentativas de marcar alguns pontos na minha admissão à matilha que por vontade própria.

E como as coisas podiam mudar neste campo!... Vim a descobrir mais tarde, quando já pelos catorze, quinze, as via resplandecer, como borboletas que tinham abandonado aquelas crisálidas horríveis em que as conhecera. E o arrependimento de não ter conseguido eventualmente agarrar uma ou outra... Apenas mais machadadas no meu ego.

Daí que aos meus olhos os meninos nasçam sempre com uma mácula que os inferioriza, cresci com a minha auto-estima alimentada aos poucos por uma situação privilegiada por uma sociedade, que reconheço injusta, mas que atenuava os efeitos perversos do meu defeito de nascença, pois que essa mesma sociedade o considerava afinal uma vantagem.

Assim, logo pela génese, situo-os numa franja instável. Incompreendidos muitas vezes nas suas atitudes rebeldes, embrutecidas, frias até. Não encontram eco na sociedade contemporânea para ocupar o lugar que lhes pertence por direito. Não sentem o prazer de brilhar, como as meninas, tendem por isso a fechar-se nas suas próprias conchas, sem qualquer desejo de se unirem mais, do que o suficiente para afirmar a sua condição, a um grupo de semelhantes que padecem dos mesmos defeitos e falta de valores atractivos. Existe em cada um de nós a palavra "desenrasca-te" bem vincada no nosso âmago, que nos impede ligações mais profundas e qualquer regozijo por vitórias sexuadas. Não nos permitimos faltas de habilidade, odiamos com todo o ser os auxílios às nossas fraquezas, que não queremos somar às que já trazemos de longe.

Acabo por acreditar que houve na minha criação muito senso. Não fosse esse apêndice fundamental, e os inerentes complexos que assumo, estaria hoje a governar o mundo. Seria uma respeitável ditadora, profundamente orgulhosa de todo o meu ser e saber, o que não aproveitaria decerto a ninguém.

Assim, sou apenas um homem.




© CybeRider - 2009

19 comentários:

pepita chocolate disse...

Já aqui estive umas quantas vezes (sim, lá me confesso!) e de cada vez que leio este teu pedaço de ti, surgiram ideias muito diferentes. Se da primeira vez que li (já com um olho fechado), me surgiu à cabeça uma anedota entre um menino e menina - não consigo contá-la a preceito, que sou má nisso, mas que apontava o lado humorística do menino ter um apêndice e menina não. Deixa para lá...

Já das outras vezes, me lembrei da forma como vemos o mundo, como nos vamos sentido, à medida que crescemos.
Nascer varão era um grande "atributo" ao qual já não se dá valor mas que, em tempos, foi motivo de discriminação se o primogénito fosse menina!
As distinções entre meninos e meninas não passam por ser apenas físicas - isso é apenas uma distinção ao nascimento que fica demarcada pela escolha do nome.
À medida que crescemos e definimos formas e feições, a distinção torna-se mais evidente - há excepções, claro! :)

Talvez exigiam a um menino que tenha propensões para o futebol e que as meninas sejam todas bonecas Barbie, em que deve despontar logo cedo a beleza, para se tornarem em seres adorados e adoráveis. Mas estas exigências da Sociedade nem sempre são cumpridas-nem as meninas são todas uma graciosidade e nem todos os meninos têm a agilidade para os desportos. Talvez por isso, pelos estereótipos criados pela sociedade,meninos e meninas que se distinguem dos demais -fora destes estereótipos - são agrupados em seres de poucos interesse e colocados de lado.
Mas um dia, o tempo e a natureza mostram outras qualidades, encarregam-se de mostrar que existem sementes que demoram mais tempo a brotar e a desabrochar, mas quando, por fim, o botão abre, mostra uma beleza rara, de sedução sem par.

Somos- meninos e meninas- complexados por que os outros nos criam os complexos- não porque é essa a natureza. Somos seres culturalizados, sociais e a nossa personalidade contrói-se ao longo da nossa vida pelo que nos dizem, pelo que nos apontam, pelo que os outros são, pelo que invejamos nos outros e não temos. E nisso, meninos e meninas, são iguais.
As meninas mostram as fraquezas com lágrimas. Os meninos mostram-nos com a força de uma retórica há muito acondicionada entre os homens: "Um homem nunca chora".
Somos todos feitos da mesma massa, as mãos com que cada um foi moldado é que serão diferente!

Terminas a tua reflexão, achando que afinal ainda bem que nasceste homem. Porque sendo uma mulher:"Seria uma respeitável ditadora, profundamente orgulhosa de todo o meu ser e saber".

Achas então que o mundo é governado por meninas?

CybeRider disse...

Olá Pepita!
A anedota é a daquele menino que escolhia sempre o bonequinho de chocolate até que o dono da loja lhe perguntou porque é que ele nunca queria a bonequinha? Pois...
Faço referência a isso.

Não sei se conseguirás ver a beleza feminina pelos olhos de um homem. Penso que não. Mas não me posso alargar muito por aqui... Por razões a revelar.

Os "complexos" são aos meus olhos muito diferentes. A menos que me convenças que o "desapontamento" inicial também vos acontece, do que também não estou seguro, nem da pressão social, nem do conceito do belo. O que vem depois e a forma como crescemos depende (também) disso. Aliás, a questão das lágrimas é sintomática, desde muito cedo.

O teu comentário foi muito generoso com o que eu disse. Não disse que o mundo é governado por meninas. Apesar de acreditar que "por detrás de um grande homem há sempre uma grande mulher", e de adivinhar que uma grande parte dos desentendimentos dos homens ao longo da História foram (e são) originados por questões de machos territoriais, não chego a essa afirmação simplista.

Leio, sempre que surge este tema na blogosfera, opiniões generalizadas acerca do domínio que as meninas ganham na sociedade ocidental. Não partilho desse juízo. Acho antes que a questão hoje se divide equitativamente nas sociedades abertas.

O que aquilo significa é que uma mulher, feita da massa de que um homem tem que se fazer para ter algum respeito próprio, seria um ser de tal forma maquiavélico que o próprio diabo em pessoa não lhe faria sombra. Ainda bem que um ser tão hediondo não existe (algumas podem aproximar-se, mas há-de faltar-lhes sempre qualquer coisa...). Trata-se no entanto de um condicional, como tal improvável e subjectivo.

Não vale a pena, por ser uma causa inútil, tentar adivinhar quem governa o mundo. A realidade, que não transcrevo, mas interpreto a meu modo e com as inerentes limitações - reconheço, mostra-nos isso todos os dias. Acho, apesar de tudo, que não é questão de sexos.

A perspectiva do texto é a minha, de um homem, evitando ao máximo comparações, que não sei fazer por desconhecer a génese do "outro lado". Haja uma mulher que me mostre o seu ponto de vista, de forma isenta também, e me demonstre que não sou feito do que descrevi. :)

Beijinho!

Intruso disse...

és apenas um homem que escreve bem.

abraço

Intruso disse...

apenas entre aspas...

CybeRider disse...

Olá Intruso!
Agradeço-te o elogio que "acatei" à primeira. ;)

E porque admiro o que tens feito (ok, confesso que não perdi nenhum episódio), deixo aqui mais do que duas linhas.

Sei que podemos ter algumas ideias que não coincidem, isso não invalida o meu reconhecimento da qualidade do que escreves, aliás já recomendei um ou outro texto teu em comentários algures.

Não percebo aquela coisa das caixas fechadas, pelo meu prisma prefiro que me casquem aqui às claras do que escrevam pelas minhas costas as injúrias que nunca conhecerei, nem poderei refutar. Mas isso sou eu, e tenho que te confessar que me inibo perante esse enquadramento, com pena, que por vezes até gostaria de lá deixar uma palavra de apreço.

E deixo claro que não pretenderia nunca insultar-te nem que acatasses com estima qualquer insulto. :)

Um abraço!

Soraia Silva disse...

Quando era pequena (nao me recordo a idade exacta), apesar de nunca ter demonstrado, pensara para mim que gostaria de ter nascido rapaz...
Nao pelo facto de ter algo fisicamente que me levasse a pensar isso (porque nao tinha), mas o facto de sentir que ser rapaz tinha mais vantagens, ou talvez me enquadrava melhor.

gostava de tudo que fosse de rapaz (menos brincar com carros), inclusive no carnaval gostava sempre de ir a rapaz (karate, cowboy, zorro etc).

Recordo um dia (shhhiiiuuu é segredo LOL)de experimentar o que era fazer xixi como um rapaz, e achei imensa piada, apesar de nao experimentar mais, pois nao era nada vantajoso para mim lol

Adorava quando ia para a escola, e as primeiras brincadeiras do dia era correr que nem uma "louca" a jogar futebol... eram os desafios que se faziam e eu queria sempre lá estar, era estar sempre no meio dos rapazes, nao por ser do sexo contrario (nao fossem pensar outras coisas) mas sim porque as brincadeiras eram bem mais interessantes, apesar de ser quase tudo desporto...
chegou uma altura em que percebi que eu nao podia mudar (atençao, eu nao tinha intençoes lesbicas FDSS lol, era apenas as brincadeiras o bem estar, porque quanto ao outro lado, era bem menina :P) e comecei a ter de me comportar como uma menina, como ja era crescida e todas (quase)as que via parecia manterem uma boa posiçao...
cresci, mudei, mas apercebi-me que parecia haver competiçao...
As meninas/mulheres, pareciam que queriam mostrar ser melhor que a outra, ser mais bonita, mais bem arranjada, com mais "poderes" materiais, fossem elas novidades...
ao ver muita coisa, comecei a achar que era inferior a muitas delas, a sensaçao era tao xunga (talvez por na altura nao ter tantas condiçoes como muitas tinham), era um "mundo" que parecia darem interesse ao que realmente hoje é menos interessante...

passei por momentos que achava que tinha algo de mal em mim (mas nao tinha)algo que me fizesse parecer imperfeita...

Agora nao se vê muito, mas dantes encaixavam na cabeça que um rapaz tinha que brincar com carros e a menina com bonecas, daí existirem diferenças, por mais que nao se quisesse e caso isso nao fosse assim, viam logo mal e achavam que essa pessoa "nao era normal"...


Agora digo, que a maior imperfeiçao que nós temos, é fazer, mudar consoante os outros querem, ou talvez so para agradarmos...
Não somos imperfeitos por termos imperfeiçoes no corpo, que essas jamis sairao, somos imperfeitos por queremos ser aquilo que nao somos!!!

beijinho :)

shark disse...

Não é por detrás, é ao lado de um grande homem que existe sempre uma grande mulher... ;)
Ganda malha, este teu post.
E gosto muito de vitórias s(ex)uadas!

Nirvana disse...

Olá CybeRider

Se eu assim escrevesse...

Eu cresci no meio de rapazes. Entre irmãos e primos, a única rapariga era eu. Por isso, inevitavelmente, sempre fui meia "Maria-rapaz", para grande desgosto da minha mãe, que bem tentava que eu ficasse feliz por vestir um vestido com folhinhos... Até achava giro, mas não dava muito jeito para brincar. Subir às árvores, jogar ao berlinde e ao pião, andar de bicicleta, eram as brincadeiras do dia-a-dia. Lembro-me bem uma vez em que a minha madrinha me deu uma boneca que pelos vistos tinha sido cara, daquelas que falavam, e nós decidimos usá-la para alvo e tentar acertar-lhe com pedrinhas atiradas com as fisgas. Ficou sem me dar prendas uma data de tempo. Acho que só não desistiram de vez porque a minha cor preferida era cor-de-rosa, e morria por ter uns sapatos dessa cor (que por acaso nunca cheguei a ter). Claro que ouvi vezes sem fim que uma menina não faz isto ou aquilo. Aos rapazes aceitavam que fossem irrequietos, que se portassem mal, que se sujassem, que caíssem. Eu devia portar-me como uma menina... Pensando bem, acho que sempre fui um pouco mais ajuízada do que eles. Gozava ainda de um certo instinto protector que eles tinham em relação a mim, e que se mantém até hoje.
Lembro-me perfeitamente quando comecei a pensar que ser rapariga e rapaz é diferente, e a achar que ser rapariga era uma seca. Férias de Verão, praia, e acontece aquilo em que as mães nos dizem "filhinha, agora és uma mulher". Como? O quê? Ir para a praia de calções? Não ir para o mar? Ontem era criança e hoje sou mulher? Não achei piada nenhuma. Gostava mais de ontem... Lá consegui convencer a minha mãe a ficar comigo em casa nesse dia (chorei que me fartei) e não dizer nada a ninguém porque tinha vergonha...

Tocas num assunto importantíssimo. O querer ser aceite pelos nossos iguais, pertencer ao grupo, ser um deles, que nos leva por vezes a fazer coisas que não queremos. Felizmente crescemos, e a maior parte de nós começa a saber que isso não é assim tão importante. Outros nem por isso.
As crianças podem ser muito cruéis umas com as outras. Quando começam a formar grupinhos e um desse grupinho decide que não gosta deste ou daquele, todo o grupo vai atrás. Revejo isso agora no meu filho. Ele é um bocadinho irrequieto, e volta meia volta lá vai a mãe falar com a professora (não adianta nada, porque se eu soubesse como lhe desligar as pilhas já o tinha feito). Eu não gosto de comparações, nunca gostei, mas às vezes temos de usar todos os recursos, e lá lhe digo "P., tens de te portar bem na escola, filho, podias fazer como o F." "Tu não sabes, mamã?". "Não sei o quê?" "Então, o F. é gay." Fiquei a olhar para ele. Não por ele usar a palavra gay, porque ele já me tinha perguntado antes o que era isso (tinha ouvido um menino do 6º ano). Mas porque eles, ele e os amiguinhos, tinham decidido que o F., como não fazia asneiras e se comportava sempre bem era gay. Excluído. E lá tivemos mais uma das nossas conversas que, devo confessar, adoro.

Mas já estou a divagar...

Também acho que houve na tua criação muito senso. E mesmo sendo "apenas" um homem, és um dos mais porreiros que (não) conheço ;)
Beijinhos

CybeRider disse...

Olá Soraia!

Querer sentir o que os outros sentem e fazer o que os outros fazem não tem mal. Sobretudo quando se nasce menina. Já quando se nasce menino a coisa pode ser diferente. Recordo que ainda há pouco tempo se ouviu uma notícia de um rapaz estrangeiro que estaria em vias de ser proibido de frequentar aulas, porque se vestia de mulher e os pais dos outros não viam aquilo com bons olhos. Já para não falar no alvo de chacota em que se tornam aos olhos dos outros "meninos".

Quanto ao fazer xixi como um menino pode até parecer que tem vantagens, mas requer treino, sobretudo quando se vive com alguém, é que fazer fora do alvo não é bem visto por quem coabita com os inábeis... :)

Recordo que também tive brincadeiras com meninas que foram muito interessantes, algumas por desporto. Não, não era futebol... ;P

Essa competição que referes entre meninas, também acontece entre meninos, mas com outras coisas, a condição física, os automóveis, mas há outras.

Deixas-me a pensar se as brincadeiras que se começam a ter são por interesses inatos ou se nos são incutidas... Não sei...

Compreendo que digas que a falta de carácter é uma imperfeição grande. É sem dúvida um dos grandes males do Mundo.

Beijinho :)

CybeRider disse...

Shark!

Epá se fôr ao lado ficam os dois grandes na fotografia, que "essas" gostam de ficar escondidas a mexer os cordelinhos... (Oh pra mim todo atado...) ;)

Até cheguei a achar que gostava de vitórias sexuadas, mas depois elas dizem: "Oh pá... Se não fosse esta dor de cabeça... Não estava a ver...". E é aí que fico todo partido. Eu e o meu coração de manteiga. Daí que já me vá deixando de confrontos. Ganhe ou perca, no fim acabo por perder sempre.

(Já as vitórias suadas... Venham elas!)

Olha, ainda bem que vieste!

:)

CybeRider disse...

Olá Nirvana!

Se tu assim escrevesses... Nem eu admiraria tanto o que escreves, como terias que ser um homem.

Agradeço-te a frase só na medida em que possas ter gostado do que escrevi e me demonstres assim esse bom momento. Mas não compares, já me vou convencendo que nunca temos a verdadeira noção de como o que escrevemos "entra" nos leitores. (Pronto, está bem, no teu "Prozac" disse-te uma equivalência - para mim foi! Mas já te li mais coisas que gostava que fossem minhas). Vá... :)

Antes de mais tu tens responsabilidades neste texto em particular. Obrigado!

A pequena nota biográfica é muito bonita. Valeu ter escrito o texto para ler também esse apontamento. E pois... São essas pequenas diferenças que até nos levam a acreditar por vezes que o fosso é maior, mas no geral não é.

Olha! Não fazia ideia que os pequenos ainda faziam essas exclusões, como antigamente. (E aqui fico a pensar que conversa foi essa, com conselhos que se calhar conseguiam mudar o Mundo...) O que os filhos nos fazem... De nós, tudo o que querem!

Ainda bem que divagaste!

Ok! Esse final... Pois...

Espero que mantenhas essa opinião. ;)


Beijinhos!

Nirvana disse...

Esqueci-me de uma coisa: não sei a anedota do boneco de chocolate...

Como escreveste num post anterior, num instante "isto" se torna um vício, ver se há textos novos, comentar, comentar os comentários. Ohhh... não há post novo.. Ahah! Cá está ele. Gosto muito dos teus, muitas vezes leio mais do que uma vez, mas já te disse antes, fazes pensar e isto de pensar dá trabalho (:)) mas faz muito bem.

Bjks

CybeRider disse...

Olá Nirvana!

A anedota é a daquele menino que escolhia sempre o bonequinho de chocolate até que o dono da loja lhe perguntou porque é que ele nunca queria a bonequinha? (Esta parte já estava na resposta à Pepita) Só faltava dizer a resposta, que refiro no texto: é que o bonequinho tem um bocadinho de chocolate a mais!

Este vício é das coisas mais fantásticas. Levou-me a escrever aquele texto que não divertiu alguns. Mas com o tempo acho que acabamos todos por sentir que é um bocado assim. Claro que a escrita (ou fotos, ou vídeos ou música) é a parte difícil, não faz parte da "mecânica", é o mote para que o jogo se desenvolva. Num jogo de cartas corresponde talvez aos telefonemas que fazemos a convidar os participantes que queremos à nossa mesa (e as escolhas também podem não ser fáceis...).

Acho que todos lemos várias vezes os textos uns dos outros, é raro o dia que não passo duas ou três vezes por todos os da barra lateral, mesmo sabendo que não há um artigo novo, vou lá vejo os comentários. Claro que isso desvirtualiza os contadores (sei que tenho dois, mas é por paródia, chamei-lhes "QUANDO AS MÁQUINAS NÃO SE ENTENDEM (Live from webspace)", foram colocados ao mesmo tempo e os números são totalmente diferentes. Além disso incluem muitas das minhas próprias visitas. Mas isso não importa. Sei (pelos que comentam) que tenho as pessoas mais fantásticas do planeta a ler os meus disparates. E isso deixa-me muito admirado.

Acho que há uma elevada escassez de ideias partilhadas. Andamos todos assoberbados de acontecimentos e deixamo-nos levar por eles, deixando de lado a parte humana que existe em cada um de nós. Evito blogues (até de muita qualidade, e escrita irrepreensível) mas que competem com os notíciários ou com os políticos.

E de cada vez que coloco uma coisa surge de imediato a tal pergunta: "e agora?...", e sei que o noticiário não me vai ajudar.

Dizes que faço pensar... Mas este texto ficou maior que o teu comentário.
São vocês quem me faz pensar a mim, e tens razão, "faz muito bem"!

Bjk

Ogre disse...

Isso é tudo mariquisses, francamente. Vê lá mas é se atinas que nos tás a deixar mal vistos. Homem que é homem não vem para aqui fazer queixinhas da infância nem de nada. Um homem só se pode queixar do sacana do chefe, ou patrão, e da sogra essa megera. Mais nada meu.
Olha que coisa. Qualquer dia ainda te vou ver de avental...

CybeRider disse...

Epá não te abespinhes que isto só se aplica a humanos, ogres não estão incluídos. E vê lá bem se não é mesmo o que estou a fazer, a queixar-me do chefe, do patrão...

Já da tua sogra não me posso queixar. Não a conheço!

(Mas já saquei do bloco de apontamentos...)

Estou aqui numa missão... É que na blogosfera parece que toda a gente que escreve sobre isto aponta para uma guerra que não existe. Até terminar este propósito não posso desistir. Deste meu gesto depende o nosso futuro, ou damos "outra na ferradura" ou estaremos destinados à extinção.

Há mais uma coisa de que nos podemos queixar mas nisso és tu mestre lá no teu sítio.

Mal estaria o Mundo quando me visses de avental. Assim já há fome que baste!

:)

Nirvana disse...

Vá lá!! O Ogre não disse queixar-se da mulher!
Não acho mariquices e fico feliz que um homem assuma que os homens podem ser atentos, podem tentar entender-nos a nós, mulheres, porque afinal não somos extra-terrestres.

Cybe, meu amigo... essa da fome é um argumento irrefutável, mas não é vergonha nenhuma um homem pôr um avental e fazer um jantarinho...

CybeRider disse...

O Ogre é um irónico, Nirvana! Havias de o conhecer... É daquele punhado de que já partiram a forma, como esse há infelizmente muito poucos. Mas mais não digo, porque no contexto tenho que me recusar a confissões macias, de apreço ao masculino; o meu texto é sobretudo uma ode realista e sentida ao feminino. Ele apanhou logo a coisa... E quis deixar-me outro sorriso. Conseguiu!

Quanto ao resto, havias de me conhecer, que eu esforço-me... Vergonha?... Vergonha é um eufemismo à minha inabilidade para criar algo com que se aconchegue a barriga. :)))

Intruso disse...

eu percebo isso tudo, meu caro...

CybeRider disse...

Pois ainda bem Intruso, não gostaria que percebesses a minha falta de participação como desinteresse. Aliás, como vês o teu canto continua na minha lista.