terça-feira, 23 de junho de 2009

O par de botas

É pungente ver um militar a chorar.

Por coisas que não vêm ao caso fui, há muitos anos, incorporado num esquadrão de cavalaria. Nos quatro meses que durou a instrução militar ocorreram diversas vicissitudes inerentes à aprendizagem e adequação dos mancebos com o objectivo de tornar aquele grupo, absolutamente heterogéneo, numa unidade de combate uniforme e digna.

Os laços de camaradagem que se foram naturalmente desenvolvendo, e moldando aquelas personalidades muito jovens, parceladas em características individuais distintas, rapidamente tenderam a uniformizar-se num espírito de entreajuda exemplar.Vistos alinhados na parada, ninguém lhes imagina muitas vezes a perícia requerida para a apresentação a preceito, as horas de tentativas goradas no apuramento do rigor técnico da marcha, do aprumo da postura, da cuidada exibição do fardamento.

O Nascimento, nunca conseguiu atingir os mínimos olímpicos que o qualificassem como um militar mediano. De botas baças, fivelas e crachás untados, aliados ao visual estranho dos óculos de lentes grossas, seria a antítese do militar perfeito.

Recordo-me de uma ocasião em que fazíamos os últimos preparativos para a última formatura do dia. Aquela que antecederia o prémio de podermos passar o ansiado fim-de-semana fora do aquartelamento. Com o apuramento das técnicas aprendidas, o grau de exigência dos oficiais também aumentava quanto ao aprumo requerido, sendo sobejamente sabido que qualquer deslize anormal poderia alterar a permanência, de dois dias de sonho, em dois dias dentro da unidade de pesadelo.

Pela porta da sentina ouvi um soluçar... Aproximei-me devagar e vislumbrei o Nascimento agarrado às botas. As mãos farruscas, a escova entupida de uma massa preta, o suor a escorrer-lhe pela testa...

- Então pá, que é lá isso?... Vá, tem calma!...

Balbuciou qualquer coisa imperceptível. Aproximei-me mais um pouco, para tentar ouvir, enquanto perscrutava se não se teria ensandecido de vez. Perante a minha segunda ou terceira insistência, já preparado com o meu manual mental de psicanálise de bolso, consegui extrair-lhe a temida confissão:

- Não consigo... Não sei engraxar as botas... Desta vez não me safo...

Não vos disse que o Nascimento era médico, pois não?... É que de facto era. O senhor doutor, que se tinha atrapalhado com os papéis ao ponto de estar "naquele" curso de milicianos, que se atrapalhava com o abotoar da camisa, que era sempre o único com o passo certo na formatura, e pelo qual fizemos tantas flexões que as mangas das fardas já se queixavam para nos acomodar os braços, estava a ter uma crise de identidade com as suas lastimosas botas, sem compreender que assim, às três pancadas, é que assentariam bem.

- Dá cá as botas, pá. Repara!

Disse-lhe, num tom paternalista. E engraxei-lhe as botas... Como se fossem as minhas, talvez até melhor! Mostrei-lhe como fazê-lo, e mascarrei as minhas mãos na bedunguice com que ele as maculara.

O Nascimento... Que no dia seguinte já nem me reconheceria entre os outros camaradas. O Nascimento... Sempre aluado e perdido no seu mundinho de cientista louco.

Sóis e luas sucederam-se muitas vezes, um ano passou pelo outro... Baralhei-me por cidades e vilas. Ora eu teria vinte e dois... Sete anos mais tarde, quis a natureza dar-me uma razão de existir.

Recordo-me da alegria do dia em que saímos, ela e eu, com essa razão nos braços, para a primeira vez a céu aberto. Passámos a porta da maternidade, entrámos no carro, aconchegámos a alcofinha e fizemo-nos ao vento cálido de Verão.

A questão surgiu mais tarde, quando ela me disse:

- Olha lá, para matar a sede, eles davam um soro ao bébé, mas não faço ideia que soro era...

Centro de saúde. À saída, ela trazia um ar de espanto. Eu ficara no carro. Ela conhecia-o, eu já o apontara na rua. Tinha sido "o Nascimento" que, com tanto país, tinha incompreensivelmente vindo morar para a mesma capital de distrito que eu, a atendê-la no Centro de Saúde. E dissera-lhe que... "soro... soro... soro..." E conforme ela me descrevia a coisa, eu imaginava as mãos dele, a enegrecerem-se-lhe de graxa. "...só se for soro fisiológico!..."

Ora, soro fisiológico, como saberão, é água com cloreto de sódio; que eu não sou médico, eu estive no curso certo de milicianos, não por minha vontade, mas estive. Em suma, água salgada.

É dos livros, que beber água salgada, se for muita, de modo continuado, faz mal... Calculo que a um recém nascido fará pior.

Fomos calmamente a uma farmácia, onde o doutor, este genuíno, nos esclareceu que o soro glicosado do hospital era para substituir com aguinha fervida, que no entanto muitos bebés se contentavam com o leitinho. Pois, o meu não.

Ensinei bem, ao Nascimento, como engraxar as botas. Nunca teve de ficar lá nenhum fim-de-semana, pelo menos por causa disso...

Naquele dia desejei que não, confesso. Desejei, não lhe ter escutado os soluços, que ele tivesse levado as botas emboladas de massa para a formatura, que tivesse ficado lá castigado naquele dia, e que com a depressão se tivesse enforcado com o cinto, que não sabia enfiar pelos passadores das calças!

Assim, vou sempre lembrar-me que na sequência do nascimento do meu filho, tive de o salvar de outro Nascimento, esse que soneguei a um fim talvez merecido, que viabilizei em contranatura.

Como se alguém pudesse imaginar que, ao engraxar aquele par de botas, estaria a pôr-me a jeito de arranjar o meu.

© CybeRider - 2009

24 comentários:

Mente Quase Perigosa disse...

Bom, francamente, muito bom.

E não, nunca fui à tropa!

;o)

CybeRider disse...

Deixa, que não perdeste nada, pelo contrário.

(Assim, já sei qual o tema em que poderia ter uma chance... se, além de ti, mais ninguém tivesse ido...)

;o)

Gemini disse...

Também eu, não cheguei a "pôr lá as botas".

Mas ocorre-me um ditado, CybeRider... Não será pior ensinar a pescar, ao invés de se lhe dar o peixe.

Abraço.

Soraia Silva disse...

Talvez nao fosse propriamente o sonho da minha vida (à uns anitos), mas dizia sempre que queria ir para a tropa...

acredito que me desenrascava bem..
engraxava as minhas botas e num lapice mais nao sei quantas eheheh

espero que nao leves a mal, mas...
se nao é indiscriçao, que idade tens?

é que sempre que leio textos assim, faz-me levar a pensar que é de há MUITOS anos as recordaçoes :P

beijinho :)

CybeRider disse...

Gemini,

Neste caso tinha sido melhor uma de duas: ou ter-lhe dado o peixe envenenado, ou tê-lo ensinado a fazer nós de forca, e ter-me marimbado para as botas...

Este é (felizmente) dos poucos casos descarados em que mais valia não ter interferido com o "destino", quantos é que o tipo não terá já mandado para o outro mundo? E, pelo que disse, se calhar a culpa é minha...

Abraço!

CybeRider disse...

Olá Soraia!

Uma rapariga com a tua imaginação e energia faz muita falta à sociedade civil. Que te desenrascavas, não tenho dúvidas! E já viste aquele guarda-roupa?...

A idade?

(NESTE post? O gajo é teu primo?)

Claro que não é indiscrição nenhuma!


(Lê a primeira frase do "Meninos e meninas - Epílogo", diz-te alguma coisa? Garanto-te que sou muito velho. Aliás, podia ser teu avô... Um bocado à justa, mas podia...)


Beijinho! :)

Soraia Silva disse...

Aposto que meu primo nao era, assim teria de sair a mim eheheh

opá, eu sei lá quando é que apanhaste as tuas hormonas.
Quem me garante que nao tiveste atraso nas hormonas? eheheheh (na brincadeira)
dada a situaçao e nao vou pela data da revoluçao, porque isso poderá ser relativo consoante a idade que se tinha, mas nao podes ter menos de 55 e mais de 65 :P

ou es assim tao velho quanto à tua foto de apresentaçao? eheheheh
(gosto especialmente na verruga :P:P)

beijinho :)

CybeRider disse...

O gajo é mesmo teu primo... Estou feito...

(Dr. Nascimento, com 65 anos... Quantos há no país?... Agora tenho que apagar o blogue, mudar de continente, e coisa... Amanhã aparece o gajo "esticado" à porta do consultório... Dizem que fui eu que instiguei... E eu que não o matei na altura, acabo por matá-lo agora...)

Beijinho!

(Ou então és da judite... Também pode...)

(Ainda um gajo se põe para aqui com confidências, depois dá nisto...)

(Ora... Número do aeroporto... Bilhete de avião...)

CybeRider disse...

Oh Soraia, aquilo não é uma verruga, é uma borbulha do acne. Já passou... Agora estou mais bonito!

A foto é que é antiga... :)))

Soraia Silva disse...

sabes, é que a foto nao dá para ampliar e a mim parece uma verruga...
mas tu lá sabes, foste tu que a tiveste...
antiga? mas em que tempo estamos? mete lá uma recente eheheh

já agora? que aviao apanhaste? :P

beijinho:)

Nirvana disse...

Volto cá mais logo, com calma, para comentar as botas.

Estive aqui a fazer contas e para seres avô da Soraia à justa, mais as hormonas na revolução... matemática não é o meu forte, mas não me dá muito. Ainda vão fazer um concurso para ver quem adivinha.

Mais uma vez, gostei imenso do texto.

Até logo.

Ah! Não apagues o blog, não mudes de continente e tal. Acho que o Nascimento não precisaria de muita ajuda para aparecer esticado. Além disso, nós íamos sentir a tua falta ;). Ainda te lembravas de ir para a China e lá tinha eu de voltar às aulas!
Bjks

CybeRider disse...

Ó Soraia... Sabes lá, então não é que ia a entrar para o avião, deixei cair a máquina fotográfica... Estava assim de braço esticado, para tirar um auto-retrato, para actualizar a foto do blogue (que ainda não o tinha apagado)... Caíu num dos reactores... Vôo cancelado...

Beijinho!

CybeRider disse...

Olá Nirvana,
O que não é muito para ti é talvez demasiado para mim, ainda me custa a acreditar que tem passado tão depressa (se calhar á bom sinal!...).

E isso seria um tema engraçado para fazer uma chalaça, sei lá... Um questionário aí ao lado, com pontinhos para a malta votar. Não se desse o caso de alguns que aqui vêem (não necessáriamente comentadores) saberem exactamente quem sou e que idade tenho. Aliás já disse a minha idade noutros sítios, não tenho qualquer problema nisso. Para alguns, depois do que disse à Soraia, tenho 65 (e estou-me literalmente nas tintas). Tu achaste outra resposta, que naturalmente... :)

Claro que não é por aquela besta do Nascimento...

Há duas maneiras de andar nisto. A forma aberta (como faz a Soraia) sem "medos", com fotos, nome, idade, etc. mas aí temos que medir por vezes as palavras, e evitar dizer coisas que possam causar desconforto aos que nos são próximos. Ou outra forma mais dissimulada, que foi a que escolhi.

Tenho família, evito que a liguem ao gajo que num certo dia mau escreveu aqui a maior idiotice da história da humanidade (que há-de acontecer...).

Não vejo necessidade de divulgar o meu nome, o meu telefone, a minha morada, o número de segurança social, sei lá... (se bem que se pedirem com jeitinho... assim como pede a PJ...)

(Não voltes para a China, aliás o vôo de hoje foi cancelado... )

Bjks!

pepita chocolate disse...

Já que toda a gente falou nisso, não vou ser excepção!
Não, não fui à tropa. Nunca tive desejo disso e as fardas também não são coisas que me excitem. absolutamente nada. E quanto a isto, espero que não hajam mais questões! :)

Nem sempre é fácil virarmos as costas aos "mais fracos". Não nascemos todos com as mesmas aptidões, uns somos melhores numas coisas, outros noutras. E isso nota-se quando se formam verdadeiras equipas. No entanto, nem todos somos iguais, apesar de feitos da mesma massa. Existem aqueles a quem a natureza encarregou de tomar apenas conta de si, a outros deu o dom de um instinto protector. Não bafejou toda a gente com esta sorte (ou azar!- depende do ponto de vista!. A outros, simplesmente condenou-os à sua sorte. E neste mundo, onde só a lei dos mais fortes prevalece, criam-se mentes que apesar de parecerem muito brilhantes, o seu protagonismo esbate-se em situações do quotidiano, porque ou são demasiado protegidos, ou foram construindo a sua personalidade em protótipos mal concebidos, em alicerces pouco compactados, em insustentáveis construções de valores.

Quando ajudamos, não vemos que tenhamos de ter lucro nisso.Fazemos porque nos está nos genes ou na educação. Mas não nos magoem o corpo e a alma quando pedirmos que nos estendam a mão.

Mas somos um pouco como os animais. Vivemos em grupo, entreajudamo-nos. Prevalece o mais forte que, ou desdenha o mais fraco e deixa-o no caminho.Ou então, diz-lhe o instinto, que não deve deixar o mais fraco, deve ensiná-lo a lutar, para se tornar forte e seguir com os restantes. Quando cada elemento tem a sua prole, as prioridades redesenham-se. A prole passa a ser mais importante que os restantes do grupo. E dói mais o que se faz a um dos nossos do que a nós mesmos. E temos sempre a tendência a ser muito mais duros, do que se de nós apenas se tratasse. Podem ferir-nos com as atitudes que não merecíamos, porque um dia, também não lhes virámos as costas. Mas quando se tratam das crias, a dureza da nossa avaliação é ainda mais notória, porque existe em nós aquele intrínseco instinto da protecção dos nossos.
Temos muita dificuldade em perceber porque mordem a mão, que um dia lhes deu de comer.
Eu não acho que as pessoas devam estar sempre a ser agraciadas pelas boas acções que fazem. Mas exijo pelo menos que, quem algum dia precisou, saiba estar, quando aquele que um dia lhe estendeu mão, precisar.

Mas sabes o que concluo da tua história: talvez o tal Nascimento, precisasse ter ganho imunidade, para se saber defender. às vezes, para um passarinho aprender a voar, tem de ser empurrado do seu ninho.
Não podemos colocar as pessoas em redomas de vidro, alheias ao mundo e à realidade. Só sentindo na pele a realidade do mundo, é que aprendemos a perceber que o mundo não é só o nosso umbigo.
Pessoas que nunca foram empurrados do ninho para avançar na vida, Nunca serão adultos maduros,vivem cheios de incertezas mais de si próprios do que dos outros, e apesar do seu brilhantismo mental, são crianças grandes, de uma auto-estima muito frágil.

O comportamento humano é muito complicado para se cingir a isto. Mas muitas das pessoas que nos mordem a mão, agem maís por auto defesa que por altruísmo.Porque t~em a noçaão do que valem. Só não querem que os outros notem que se trata de gente de pouco valor!

Beijinho!

Soraia Silva disse...

eheheheh.. foi o destino :P

va, deixa lá.
gosto mais de ler umas boas palavras, bons textos (os teus por ex), do que supostamente ter mais curiosidade em ver caras :P

beijinho :)

(como se costuma dizer, quem ve caras nao ve coraços. eu nao vejo a cara, mas "delicio-me" com bons textos :P)

Soraia Silva disse...

*corações (correcçao)

CybeRider disse...

Pepita,
Agradeço-te profundamente o comentário. O pensamento que fazes é-me algo inesperado pelo seguinte, como refiro no texto, aquele senhor já nem me reconhecia no dia seguinte, era daqueles que todos conhecíamos, mas que não conhecia ninguém (louco? Talvez...) O que fiz por ele foi principalmente por saber que fracos somos todos, num ou noutro momento. Não teci comparações, nem esperava nada em troca.

A "mão que ele mordeu" era-lhe totalmente desconhecida, na minha opinião ele era, foi, e será sempre (principalmente depois daquilo) um inepto. Quis o destino/sorte/acaso/azar, que aquela alma estivesse naquele sítio àquela hora, que atendesse o meu filho, que ele nunca soube quem era, nem de quem era, porque nem me conhece/ia/eu (aliás, como digo, nem entrei).

E por isso, por estranho que pareça, este caso é para mim um paradigma das voltas que a vida dá.

Encontramo-nos inicialmente (sem nunca nos termos conhecido) num ponto a 500 km e 7 anos de distância do desfecho da estória, e a esta distância inicial, as coisas vão-se desenvolvendo de maneira absolutamente improvável até ao culminar deste absurdo (sem mais palavras ou referências). O tipo é colocado como médico num CS da minha cidade - não sei quando. E mexe com o que há de mais importante para mim, daquela maneira grosseira, por uma fatalidade de um pressuposto destino (?).

Eu não sabia que ele lá estava para atender o meu filho. Foi um acaso. Ele não sabia quem ela era nem o bébé. Foi outro acaso, que fossem meus, daquele tipo que ele nunca mais recordou e que um dia lhe engraxou as botas, mas que ele decerto (sem dúvida nenhuma!) já esquecera.


Acreditasse eu em algo sobrenatural, teria ali uma prova de que "alguém" me estaria a enviar um sinal para o erro grave que também eu cometi, em ter dado o benefício da dúvida aquele anormal.

Beijinho!

CybeRider disse...

Olá Soraia,
Vês tu, do que o destino é capaz?
Além de me levar a máquina ainda me fez ficar em terra.

Pode ser que assim eu ainda volte a escrever sobre o destino, e pode ser que até saia bem... Há horas de sorte!

Beijinho :)

Nirvana disse...

Eu na tropa ia ser uma desgraça, de certeza :).
Esse clima de camaradagem que descreves, deve ser único e de certeza que muitas amizades ficaram para a vida.

Quanto ao Nascimento, fizeste o que achavas que devias fazer. Tenho a certeza que não te sentirias muito bem contigo próprio se o tivesses deixado a lavar as botas com as lágrimas, pois não?
Provavelmente seria mais uma pedra ou um tijolo para o muro de inseguranças, frustrações e incertezas dele. Se calhar até se teria tornado pior do que se tornou. De certeza que continuaria a fazer as asneiras que fez.
Naturalmente, sentiste-te revoltado porque mexeu com algo que te é precioso. Se calhar se me acontecesse isso, voltava lá e obrigava-o a beber ele um litro inteiro.
Não nos podemos responsabilizar pelo que os outros fazem de errado. Já fiz isso algumas vezes. Está errado. Pensa que o Nascimento alguma coisa deve ter feito de jeito...

Ah! Se me visses a fazer contas!! Faço autênticos milagres :).
Quanto ao "gajo que num certo dia mau escreveu aqui a maior idiotice da história da humanidade (que há-de acontecer...)."... espero que continue a escrever e muito, porque por muito que se esforce, não o irá conseguir. E se algum dia o fizer, será a maior idiotice melhor escrita da história da humanidade.
Beijinhos

CybeRider disse...

Olá Nirvana,
Curioso referires-te logo ao clima de camaradagem. Penso muito nisso para concluir, sempre, que devo ser um tipo mesmo estranho. É que não consegui condenar muitos a esse destino perpétuo. Aliás, estou convencido que as amizades (apesar de fortes e francas) terão sido funcionais e contextualizadas. Diferentes das do tempo da Guerra Colonial.

Sabes... Escrevi este texto a pensar que o que lhe desejo verdadeiramente é que ele tenha muitas (ou uma que seja) vidas salvas, e que o meu texto seja apenas uma estória singular. O resto, foi composto por esse destino em que não acredito, mas que colocou aquele miúdo nas mãos de uns pais que duvidaram e resolveram... Aqui também há saber divino, o mesmo que achou (talvez logo naquele momento) que tantos anos mais tarde a coisa me viria a fazer falta para vos poder ler estes pensamentos.

Quanto ao resto, vamos ver se não foi hoje... :)

Beijinhos!

Mário Rodrigues disse...

Caro CybeRider,

Desculpai-me, mas eu fui. Ainda a maioridade não tinha chegado. E os anos escreveram-me páginas de texto na alma com aparos cortantes. Tu não fizeste nada ao Nascimento. Os Nascimentos proporcionam-nos a possibilidade de sermos diferente… São pontos de fuga de perspectivas cavaleiras, que constituem as nossas vidas.
Um abraço

Soraia de Chaves disse...

Ai o que eu gosto de botas.

CybeRider disse...

Olá Mário! Ainda bem que viste!

Sabes que isso é uma grande verdade? É que não tivesse sido ele, mais próximo do fim da fila estaria eu!

Abraço!

:)

CybeRider disse...

Olá Soraia de Chaves,

Há gostos para tudo. Gostar do que é bom não é defeito. Gostos não se discutem... Quem corre por gosto, não cansa. Até há quem goste de correr de botas...